domingo, 3 de julho de 2011

SPIN ECO E GRADIENTE ECO


A seqüência de pulsos spin eco utiliza pulsos de excitação de 90º e 180º para inclinar o VME nos planos transverso e longitudinal invertido, respectivamente. A seqüência de pulsos do tipo gradiente eco utiliza um pulso de RF variável e inclina o VME por qualquer ângulo, diferente de 90º e 180º.
Aparece, portanto, um componente transverso de magnetização cuja amplitude é sempre menor do que aquele da seqüência spin eco, pois o vetor transverso é resultante da projeção do VME com ângulos diferentes de 90º. Como os vetores de magnetização transversa nas seqüências gradiente eco podem restituir as fases mais rapidamente que os pulsos RF de 90º e 180º, o TE mínimo nestes casos é muito mais curto do que nas seqüências de pulsos spin eco e o TR pode, portanto, ser reduzido.
Assim, pode-se afirmar que nos casos de baixos ângulos de inclinação a recuperação plena da magnetização longitudinal ocorre mais cedo que nos de grande ângulos de inclinação, reduzindo-se o TR. Como o TR está relacionado ao tempo de exame, pode-se dizer que com TRs curtos o tempo total do exame será reduzido.
Assim sendo, exames realizados com seqüências de pulso gradiente eco são mais rápidos do que aqueles realizados com seqüências de pulso spin eco. Porém, como não há nenhuma compensação para os distúrbios de homogeneidade de campo, os quais são constantes nas seqüências gradiente eco, esta é uma desvantagem da seqüência gradiente eco. Isto é particularmente observado nos artefatos de susceptibilidade magnética.
Como nas seqüências spin eco, nas seqüências gradiente eco o TR é o tempo entre cada pulso de excitação e o TE é o tempo do pulso de excitação até o pico máximo do sinal induzido. Além disso, como o TR controla o grau de recuperação T1, que deve ocorrer antes da aplicação do próximo pulso de RF, um TR curto produz apenas ponderação em T1 e nunca possibilita a obtenção de uma imagem ponderada em T2.



As sequências de pulso GE já foram anteriormente discutidas, mas é importante lembrar que as sequências gradiente eco usa ângulos de inclinação variáveis, de modo que pode-se usar um TR bem curto e o tempo de exame pode ser reduzido, podendo-se usá-las em exames em apnéia, do tórax ou abdômen, bem como imagens dinâmicas contrastadas e imagens angiográficas.
As seqüências de pulso GE podem ser usadas para aquisição de imagem com ponderação T1, T2 e densidade de prótons., Seus parâmetros são os seguintes: ponderação T1 - ângulo de inclinação de 70º a 110º; TE curto 5 - 10 ms; TR curto, menos de 50 ms. Ponderação T2 - ângulo de inclinação de 5º - 20º; TE longo 15 - 25 ms; TR curto, segundos a minutos.
Outras seqüências utilizadas em RM, são o estado de equilíbrio estável (stady state) a magnetização transversa residual coerente, magnetização transversa residual incoerente (spoiled), a precessão livre em estado de equilíbrio estável (steady state free precession) e as imagens ecoplanares. O leitor interessado poderá obter maiores informações sobre estas seqüências, em particular, nos livros textos que tratam do assunto.
Fonte: CETAC


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